Visão panorâmica entre a Educação e o uso de computadores no Brasil!

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O objetivo deste artigo é dar uma visão panorâmica da relação entre a educação, o uso de computadores e a Internet e as desigualdades sociais, a partir da experiência dos pobres urbanos no Brasil. Após apresentar o sistema escolar brasileiro e o uso da tecnologia da informação, a primeira parte é baseada em entrevistas e observações feitas em escolas de uma cidade do interior do País. A segunda parte descreve a penetração das tecnologias da informação brasileira.

Informações aos moradores de bairros de baixa renda no Rio de Janeiro durante o segundo semestre de 2003. A pesquisa foi conduzida por duas ondas de questionários de 1.500 pessoas, cada uma representativa de um universo de quase 1.200.000 pessoas. Para o primeiro, usamos uma amostra representativa de moradores de favelas, com mais de 15 anos, usando ou não computadores.

Na segunda onda e por meio de um questionário mais detalhado, foram estudadas seis favelas, duas com renda acima da média, duas com renda média e duas com renda abaixo da média. A pesquisa envolveu crianças de 10 anos ou mais, usuários de computadores, para aprofundar a compreensão desse universo.

Finalmente, oito grupos focais, organizados de acordo com a idade e o gênero dos participantes, completaram a pesquisa. A discussão aqui foca a importância de vários fatores, principalmente a educação, na produção do fosso digital. Em conclusão, fazemos algumas observações gerais sobre o desenvolvimento de políticas públicas destinadas a reduzir a exclusão digital.

O sistema educacional

No Brasil, a primeira constituição de 1874 declarou o direito de acesso gratuito à educação primária, mas os esforços para alcançar o acesso universal à educação ainda estão em vigor. Esforços recentes têm sido muito importantes: o censo de 2000 indica que 94% das crianças de sete a dez anos estão na escola. A escolaridade secundária quase dobrou nos últimos dez anos.

Educação

Isso representa uma expansão considerável na história brasileira contemporânea, uma vez que apenas 75% dos brasileiros com mais de 50 anos frequentaram a escola. Hoje, o Brasil tem uma taxa de frequência escolar superior a 90% por nove anos consecutivos de estudo, o que mostra que a maioria das crianças tem a oportunidade de permanecer na escola.

O Brasil sem dúvida fez progresso na expansão de seu sistema educacional, mas agora está experimentando problemas qualitativos, particularmente em termos de fracasso acadêmico e repetição. Também tem taxas muito altas de analfabetismo, inclusive entre os que estão na escola. Em média, um estudante brasileiro passa quase 2,8 anos repetindo e apenas 80% chegam à quarta série.

O Brasil tem a terceira maior taxa de repetência do mundo

Os custos que isso acarreta seriam mais do que suficientes para proporcionar educação a todos os brasileiros de 7 a 17 anos ou aumentar significativamente os meios de ensino superior (Instituto da UNESCO para Estatística, 2004a).

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De acordo com o último censo, o problema do fracasso escolar é tão importante que mais da metade dos alunos da escola primária (do quinto ao oitavo ano de escolaridade) tem quinze anos ou mais, enquanto devem ter onze anos ou mais desde que a escolaridade obrigatória começa aos sete anos de idade no primeiro ano do ensino primário. Um aluno em cada quatro está dobrando a cada ano para essa primeira parte do sistema educacional.

Gasto com educação

No entanto, essa taxa de repetição não pode ser explicada por requisitos educacionais. Muitos estudantes que frequentaram a escola primária têm um nível muito baixo. Recentemente, o Brasil participou de avaliações internacionais do PISA. Para o Brasil, o teste limitou-se a crianças de 15 anos no 4º ano, o que representou apenas 69% de todas as crianças de 15 anos de idade.

Os participantes brasileiros tiveram os piores resultados dos 43 países testados, na avaliação combinada de habilidades de leitura, compreensão científica e exames de matemática. Apesar do grande número de brasileiros que afirmam ter habilidades básicas de alfabetização, quase 40% deles são incapazes de encontrar informações em textos curtos quando critérios de avaliação específicos são definidos.